Se no futuro tudo é software, todos seremos programadores?

Do seu carro ao chuveiro da sua casa, da geladeira ao aparelho de comunicação pessoal de última geração que você irá carregar, da sua casa a cidade onde você mora, absolutamente tudo (TUDO MESMO!!!) será software, ou pelo menos usará software em algum nível. É isso que promete a internet das coisas a revolução atual do mundo tech, que teve nos anos 70 a era do hardware, anos 80 softwares, anos 90 redes e anos 2000 móvel. Agora chegamos no momento de informatizar todo o resto que existe.

Ao olhar desse ponto da história para frente e acreditando que tudo será software, será que todos seremos programadores? A resposta é não, se definirmos programadores como pessoas que fazem disso sua atividade profissional. Porém todos vão precisar programar. Isso quer dizer que, não necessariamente as pessoas do mundo de hoje, todas elas, precisarão escrever linhas de códigos. Mas que terão a possibilidade de combinar coisas diferentes, sincronizar dados e informações diversas, para obterem o que precisam de maneira rápida, clara e personalizada. Isso muda tudo, porque permite novas possibilidades, novas formas de estruturar, desenvolver e produzir tudo que existe.

O professor e cientista Silvio Meira afirma que [e você pode ler o texto completo aqui]. “Se você não souber escrever software – e não se trata de usar uma linguagem de programação sofisticada, complexa, mas saber qual é o software da sua profissão e como se ajuda a escrevê-lo –, definitivamente terá um problema de competitividade no futuro próximo. Se você imaginar que conseguirá sobreviver sem saber programar em um mundo totalmente programável, está sendo basicamente levado pelos acontecimentos. Está sendo um objeto. ”

E citando novamente Silvio Meira nesse novo contexto se você não estiver escrevendo software, é porque o seu trabalho vai estar virando software. Um bom exemplo aparece na série Suits, o personagem Jonathan Sidwell (Brando Firla), CEO do banco de investimentos Sidwell Invesment Group, desenvolve um algoritmo que o permite fazer boas escolhas de investimentos, trabalho geralmente feita por traders e analistas de investimentos. Ele é um banqueiro, formado em Wharton, não um especialista em software. Mas, ele entendeu os padrões da sua atividade e transformou isso em processos, baseado em dados, que o permite tomar boas decisões. Quantos casos similares a esse podem existir na vida real?

 

 

Já vivemos em um mundo onde os softwares são protagonistas, utilizamos eles nas TVs, carros, elevadores, aparelhos domésticos e muitos outros lugares. E já exercemos algum controle e temos certa possiblidade de combinação, mesmo que limitada, nesses equipamentos. Mas, o que o futuro nos reserva é algo muito maior. É algo que foge do software como commodity, que cuida de processos triviais e sim de sistemas complexos, que conecta um emaranhado de informações dispersas, que apoiam a decisão.

Vivemos em uma eterna era de rupturas, mas, que em grande parte são apenas mudanças de perspectivas que nos permitem controle e personalização limitada sobre tudo.  Daqui para frente isso tende a mudar de figura e isso impacta demais as nossas vidas. Nos processos de mercado, na estrutura de negócios, na proposta de valor de produtos e serviços, em nossas empresas, seremos forçados a ir além para entregar algo mais incrível para os nossos clientes.

Isso impacta também a nossa forma de gerir e desenvolver educação. Nossas crianças precisarão aprender ainda mais o pensamento estruturado, a lógica, a criar e resolver problemas, a desenvolver a criatividade. O tempo de aprendizagem em silos, onde as ciências não possuem integração, certamente precisarão acabar para esse novo contexto. Aprender tudo para se caso eu precisar dará espaço para aprender sólidos conteúdos base e o resto quando eu precisar. Mais do que aprender história ou geografia nossas crianças terão que aprender a programar. E mais do que saber responder perguntas, será preciso saber fazer as perguntas.

Tudo em nuvem, conectado o tempo todo, com dados e informações precisas, com sincronicidade, sem as amarras da localidade. Isso muda negócios e transforma a forma como entregamos os nossos produtos ou prestamos os nossos serviços. Existe ainda uma gama de possibilidades que podem ser exploradas nesse novíssimo contexto. É preciso estar preparado para isso, mas, antes de tudo entender o que realmente significam essas novidades. Não vai ganhar que fizer primeiro, vai ganhar quem fizer melhor e mais rápido. Logo, tente entender como o seu negócio vai estar inserido nesse cenário.

 

Sumário do Artigo
Se no futuro tudo será software, todos seremos programadores?
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Se no futuro tudo será software, todos seremos programadores?
Descrição
Como a internet das coisas pode impactar o nosso futuro e trazer mais possibilidades para o nosso negócio.
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